sábado, 17 de maio de 2014

Discutindo Concepções Epistemológicas

Discutindo Concepções Epistemológicas

Vou começar minha postagem, falando da cognição humana frente à inovação tecnológica.
Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.
A psicologia cognitiva estuda os processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento. Atualmente é um ramo da psicologia dividido em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes entre si. < http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o> acesso em 31 de Agos. De 2011.

Nossa cognição está calcada em constantes modificações internas e que advém de inúmeros aspectos e que dentre eles se destaca o aspecto relacional, ou seja, o criticismo entre nós e a realidade. Isso contraria, portanto, as duas concepções de como acontece o conhecimento objetivista e subjetivista.
Falando um pouco sobre, concepções epistemológicas – objetivismo, subjetivismo e criticismo/fenomenalismo
Conhecimento Subjetivista – É, em oposição ao objetivismo, o ponto de vista filosófico, segundo o qual é decisivo para o valor do conhecimento, não o objeto, mas a natureza ou o estado do sujeito. Racionalismo (subjetivista).
A visão objetivista enfatiza que o conhecimento está no objeto e desse se direciona ao sujeito, que se mostra passivo nessa relação. Empirismo (objetivista).

Criticismo ou Fenomenalismo - O criticismo (do alemão Kritizismusé) é uma visão estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo (objetivista) e ao racionalismo (subjetivista). Nessa concepção não se pode conhecer as coisas em si, mas somente aquilo que está no campo fenomenológico. Kant entende que o que faz a ligação entre a experiência, frente aos fenômenos e nossas conclusões é a crítica. <http://celso-gomes.blogspot.com/2010/04/criticismo-e-fenomenalismo.html> acesso em 31 de Agost. De 2011.

Corrente epistemológica interacionismo – “Não há sujeito sem objeto e não há objeto que possa ser constituído sem a ação do sujeito. “ O sujeito não está simplesmente situado no mundo, mas o meio entra como parte integrante do próprio sujeito, como matéria e, contudo cognitivo e histórico”. (MATUI, 1995).

Apreciação Crítica de Vídeos

Vídeo sobre a teoria de John Watson -Para mim está diretamente ligado com a concepção objetivista.Para John Watson, os humanos eram determinados somente pelo seu ambiente, estudou o comportamento dos bebes, que comparou como uma tábua rasa. Quase tudo é aprendido. Os medos são aprendidos e não herdados.
Essa visão tende ao que conhecemos por Empirismo, ou seja, onde o sujeito é visto como uma tábua lisa e sem nenhuma informação inscrita e que por meio da experiência é que se estimula a inscrição do conhecimento na mente dos sujeitos.

Vídeo sobre Mozart - Mozart, ensina sua técnica aos demais trazendo um conhecimento de fora. Está ligada a concepção subjetivista.Essa teoria concebe que o sujeito já nasce com idéias inatas pré-formadas onde se abre caminho para as tendências similares como o inatismo, o pré-formismo, o idealismo, o apriorismo.

Vídeo Sociedade dos Poetas Mortos - O professor faz o aluno tirar de dentro de si, todo seu sentimento. Está ligada a concepção criticista ou fenomenalista. A interação mútua entre pessoas e objetos não pode ser vista, de forma alguma, sem a interação social, pois um objeto não pode ser assim entendido se for mantido por uma só pessoa, mas sim na relação entre pessoas. “Vida é o contínuo desafio de enfrentar e aprender a cada nova circunstância. Viver é aprender, enquanto houver interação haverá vida”. Maturana e Varlela (1995).


Retrospectiva de minha vida como discente

Tive uma vida de discente e ainda estou tendo, muito tranqüila, dei muita sorte em ter pego na sua maioria, bons professores e modéstia a parte, sempre fui um bom aluno.

No primário, tinha uma professora que ensinava educação artística e usava a concepção Objetivista  em suas aulas, ele ensinava a fazer papel maché com jornais e como era a transformação, era muito interessante.

Mas me recordo de minha professora de matemática, que me acompanhou em duas séries, 6ª, 7ª, ela tinha um pouco de cada concepção epistemológica. Era realista, às vezes dura e firme em seus propósitos, gostava de reunir em grupo e delegava poderes aos alunos, inclusive a mim, que fui indicado para dar aulas aos alunos que não estavam conseguindo acompanhar as aulas.

Na Graduação me recordo de meu professor de Comércio Exterior, ele usa muito a concepção epistemológica Criticismo, e usava com seus alunos como uma forma de pensarmos sobre tudo que ensinava, geralmente usava pequenos grupos para administrarmos os trabalhos em sala de aula, com questões que discutíamos entre nós, achava bastante interessante este método.

Como ainda não sou docente, não tenho adotado prática educacional. Mas quando for, como  adotarei  a Concepção  Criticismo e Fenomenalismo , uma vez que que sou uma pessoa crtica.

Fica o desafio de colocarmos em prática toda tecnologia que temos, interligando estas concepções epistemológicas as tecnologias.
“Os termos interatividade, interação, colaboração e cooperação têm sido utilizadas em vários meios de comunicação na atualidade como sinônimos e para adjetivar muitos recursos tecnológicos, programas de TV e rádio e até a nossa época: TV interativa, rádio interativa, educação interativa, portal interativo”...
Com toda essa modernidade tecnológica, temos a necessidade de pensarmos criticamente sobre a real utilização desses adjetivos e suas diferenciações frete às tecnologias educacional.

“A aprendizagem é algo que está intimamente ligada à relação entre pessoas. Essa relação nos remete à conceitos muito utilizados, nos meios tecnológicos de comunicação e informação, nos dias de hoje.”

“Vida é o contínuo desafio de enfrentar e aprender a cada nova circunstância. Viver é aprender, enquanto houver interação haverá vida”. Maturana e Varlela (1995)